As cidades de Minas que estão perfeitas para uma escapada curta agora
Igrejas, ruínas, cachoeiras e centros históricos fazem dessas cidades mineiras ótimas escolhas para uma viagem curta e bem aproveitada
Escrito por:
Igor Souza
Publicado em:
24/04/2026
Quando a ideia é sair por pouco tempo, mas voltar com sensação real de viagem, Santa Bárbara, Barão de Cocais e Catas Altas entram bem no mapa de Minas. As três cidades combinam patrimônio histórico, áreas de natureza e passeios que funcionam sem exigir deslocamentos muito longos dentro do próprio destino. Para uma escapada curta agora, esse equilíbrio pesa bastante, porque permite montar um roteiro enxuto e ainda assim cheio de conteúdo.
O que faz Santa Bárbara render tanto em poucos dias?
Santa Bárbara tem a vantagem de unir um centro histórico consistente a um atrativo regional de grande peso. No portal oficial de turismo de Minas, o principal destaque do município é o Santuário do Caraça, apresentado como um conjunto que reúne igreja, antigo colégio, claustro com catacumba, relógio do sol e calvário. Isso já mostra que a cidade não depende só de um passeio urbano para sustentar a viagem.
Ao mesmo tempo, o centro da cidade também segura muito bem a visita. A Igreja Matriz de Santo Antônio guarda importante acervo artístico e passou por restauro entre 1998 e 2004, enquanto o Memorial Affonso Penna funciona na casa onde nasceu o sexto presidente do Brasil. Somam-se a isso o Parque Recanto Verde, com playground, pista de caminhada, quadra e skate, e a antiga estação ferroviária, inaugurada em 1912. Para visualizar melhor esse conjunto, vale olhar para estes pontos:
Caraça e Matriz de Santo Antônio formam o eixo mais forte da cidade, unindo patrimônio religioso, arte e leitura histórica mais profunda.
Memorial Affonso Penna, Parque Recanto Verde e Antiga Estação Ferroviária completam o roteiro com memória política, área verde e referência da fase ferroviária local.


Casario colonial em Catas Altas MG com fachadas coloridas, rua de pedra e veículo antigo - Foto: Igor Souza
Barão de Cocais consegue misturar história antiga e banho de cachoeira?
Consegue, e esse é justamente um dos pontos mais interessantes da cidade. O Santuário São João Batista, erguido em 1763 no local de uma capela anterior, aparece no turismo de Minas como o principal marco religioso do município, com elementos ligados à obra de Aleijadinho. Ao mesmo tempo, Barão de Cocais também se destaca por atrativos que escapam do circuito apenas urbano.
No distrito de Cocais, o município reúne o Sítio Arqueológico da Pedra Pintada, registrado pelo IPHAN e destacado pelo Instituto Estrada Real, além do conjunto das Ruínas de Gongo Soco, tombado pelo Iepha-MG por sua relação com a antiga mineração da Imperial Brazilian Mining Association. E a parte natural não fica para trás, já que a Estrada Real e o turismo de Minas destacam a Cachoeira de Cocais e a Cachoeira do Leão entre os nomes fortes da região. Para organizar melhor esse recorte, estes pontos resumem bem a experiência:
Santuário São João Batista é a referência central para quem quer começar pelo patrimônio religioso e artístico.
Sítio Arqueológico da Pedra Pintada dá ao roteiro um peso arqueológico raro, com registros rupestres em Cocais.
Ruínas de Gongo Soco ajudam a entender a história mineradora da região e o valor patrimonial do município.
Cachoeira de Cocais e Cachoeira do Leão equilibram o passeio com água, paredões e paisagem serrana.


Cachoeira do Leão em Cocais MG com queda d’água sobre pedras escuras, poço calmo e vegetação - Foto: Igor Souza
Catas Altas ainda é uma das saídas mais bem resolvidas da região?
Catas Altas continua forte porque oferece um centro histórico muito marcado e, ao mesmo tempo, abre espaço para natureza e distrito com personalidade própria. A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição é tratada pelo turismo de Minas como marco da religiosidade e da riqueza local, com obras atribuídas a Aleijadinho, Ataíde e Francisco Vieira Servas. Já o Bicame de Pedra aparece tanto na prefeitura quanto na Estrada Real como um aqueduto ligado ao passado minerador e construído com mão de obra escravizada.
Fora da sede, Morro d’Água Quente é um dos pontos mais característicos do município, com muros marcantes, caixa d’água e moinhos de pedra provavelmente do século XVIII. A cidade ainda destaca a Cachoeira da Santa como opção natural de acesso fácil, e o Balneário do Morro d’Água Quente como área de lazer com lagoa, quadras e brinquedos. Em uma escapada curta, esse conjunto funciona muito bem por alguns motivos:
Matriz de Nossa Senhora da Conceição e Bicame de Pedra concentram a força histórica de Catas Altas em um roteiro bem direto.
Morro d’Água Quente amplia a visita com um distrito de identidade muito própria e vestígios importantes do passado local.
Cachoeira da Santa e Balneário do Morro d’Água Quente fecham a experiência com banho, lazer e um ritmo mais leve.
+ Leia também: Pequena cidade surpreende ao abrigar a nascente de um dos rios mais importantes do país
Uma escapada curta funciona melhor quando o destino não complica
Santa Bárbara, Barão de Cocais e Catas Altas têm em comum a capacidade de resolver bem uma viagem de poucos dias. São cidades em que o visitante consegue combinar centro histórico, memória religiosa, vestígios da mineração e pausas na natureza sem depender de uma logística pesada. Esse encaixe faz diferença quando a intenção é sair agora, sem transformar o descanso em operação complicada.
No fim, a vantagem desses destinos está menos no volume de atrações e mais na forma como elas se conectam. Cada um entrega uma versão própria de Minas, com patrimônio forte, paisagem bonita e passeios que cabem bem em um fim de semana ou em uma folga curta, o que explica por que continuam tão certeiros para quem quer viajar sem exagerar no planejamento.


Bicame de Pedra em Catas Altas MG com estrutura de pedras antigas, gramado ao lado e serra ao fundo - Foto: Igor Souza
Igor Souza
Igor Souza é fotógrafo, engenheiro civil e criador de conteúdo especializado em turismo, com olhar atento para os encantos de Minas Gerais. Une técnica e sensibilidade para retratar paisagens, construções históricas e experiências autênticas pelo interior mineiro. Além da atuação na engenharia, é apaixonado por contar histórias através de imagens e palavras, valorizando a cultura, a fé e a simplicidade de cada lugar.


