Descubra com sua mãe as histórias por trás das igrejas barrocas deste tesouro mineiro

Igrejas barrocas, história mineira e um roteiro cultural para viver o Dia das Mães com tempo, memória e significado em família

Escrito por:
Igor Souza

Publicado em:
06/05/2026

Mariana é uma daquelas viagens que combinam bem com o Dia das Mães porque não depende de pressa, luxo ou roteiro cheio demais. A cidade guarda igrejas, praças e construções que ajudam a entender parte importante da história mineira. Chamada pelo Instituto Estrada Real de primeira capital, cidade e vila de Minas, Mariana também foi a primeira sede de bispado do estado.

Por que Mariana combina com uma viagem de Dia das Mães?

Uma viagem com a mãe precisa ter tempo de conversa, paradas leves e lugares que façam sentido. Em Mariana, o centro histórico permite esse ritmo mais calmo, com igrejas próximas, ruas antigas e praças que ajudam a montar um passeio sem exagero.

A proposta não é correr de um ponto ao outro, mas transformar a data em uma experiência cultural. Para começar bem, vale organizar o roteiro em torno de poucos lugares e aproveitar cada um com atenção:

  • Catedral da Sé;

  • Praça Minas Gerais;

  • Igreja de São Francisco de Assis;

  • Igreja Nossa Senhora do Carmo.

O que torna as igrejas barrocas da cidade tão importantes?

O centro histórico de Mariana foi tombado pelo Iphan e reúne monumentos ligados ao período de riqueza do ouro em Minas Gerais. O próprio Iphan destaca que a cidade preserva um acervo arquitetônico marcado por igrejas, casarões e espaços públicos de grande valor histórico.

Para quem viaja no Dia das Mães, isso muda completamente a experiência. A visita deixa de ser apenas um passeio bonito e passa a ser uma forma de olhar para a fé, a arte e a formação da vida urbana mineira:.

  • O barroco aparece nos altares, fachadas e talhas;

  • A religiosidade marcou a organização da cidade;

  • As igrejas ajudam a contar a história da antiga capital;

  • O conjunto urbano preserva parte da memória colonial.

A Catedral da Sé guarda detalhes que muita gente não percebe

A Catedral Basílica de Nossa Senhora da Assunção, conhecida como Sé de Mariana, fica na Praça Cláudio Manoel e é um dos pontos centrais da cidade. Segundo o portal Minas Gerais, o templo reúne trabalhos ligados a José Pereira Arouca, Manoel Francisco Lisboa e também referências a Aleijadinho.

Outro destaque real é o órgão Arp Schnitger, construído na Alemanha no início do século XVIII e enviado ao Brasil em 1753 como presente da Coroa Portuguesa ao primeiro bispo de Mariana. Esse detalhe torna a visita ainda mais interessante para quem gosta de história, música sacra e arte religiosa.

Centro histórico de Mariana MG com casario colonial branco, janelas coloridas, rua de pedra e igreja
Centro histórico de Mariana MG com casario colonial branco, janelas coloridas, rua de pedra e igreja

Centro histórico de Mariana MG com casario colonial branco, janelas coloridas, rua de pedra e igreja - Foto: Igor Souza

Interior da Catedral da Sé em Mariana com altar dourado, bancos de madeira e arquitetura barroca
Interior da Catedral da Sé em Mariana com altar dourado, bancos de madeira e arquitetura barroca

Interior da Catedral da Sé em Mariana com altar dourado, bancos de madeira e arquitetura barroca - Foto: Igor Souza

Quais igrejas ajudam a contar melhor essa história?

A Praça Minas Gerais é uma das paradas mais importantes para entender Mariana. Ali ficam a Igreja de São Francisco de Assis, a Igreja Nossa Senhora do Carmo e a antiga Casa de Câmara e Cadeia, formando um conjunto que resume bem a força política e religiosa da cidade.

Esse trecho merece ser visitado sem pressa, porque cada construção tem um papel diferente na leitura do lugar. Para uma viagem com sua mãe, vale observar o conjunto em vez de tratar cada igreja como uma parada isolada:

  • São Francisco de Assis, ligada à Ordem Terceira Franciscana;

  • Nossa Senhora do Carmo, outro marco religioso da praça;

  • Casa de Câmara e Cadeia, símbolo da organização civil;

  • Praça Minas Gerais, ponto de encontro entre fé, poder e memória;

  • Casario do entorno, que reforça a leitura histórica da cidade.

A restauração também faz parte da visita

A Igreja de São Francisco de Assis passou por uma restauração importante e voltou a receber missa após anos fechada ao público, segundo notícia do Iphan publicada em 2023. O mesmo projeto também contemplou a Casa do Conde de Assumar, transformada no novo Museu de Mariana.

Esse dado torna o passeio ainda mais atual. Não se trata apenas de visitar uma igreja antiga, mas de ver um patrimônio que passou por cuidado técnico para continuar presente na vida da cidade, dos moradores e de quem chega para conhecer.

Como deixar o roteiro mais leve para sua mãe?

O segredo é escolher menos pontos e dar mais tempo para cada visita. Mariana tem muita história concentrada, então um passeio exagerado pode cansar e tirar justamente aquilo que a data pede: presença, calma e convivência.

Uma boa ordem é começar pela área central e encaixar pausas entre uma visita e outra. Assim, o roteiro fica cultural sem parecer uma obrigação:

  • Comece pela Catedral da Sé;

  • Caminhe até a Praça Minas Gerais;

  • Visite as igrejas do entorno com calma;

  • Faça uma pausa para almoço;

  • Termine com um café ou uma volta curta pelo centro.

+ Leia também: Nem Tiradentes, nem Diamantina: o vilarejo em MG que é o novo refúgio de paz dos turistas

Uma viagem que vira lembrança de família

Presentear com Mariana no Dia das Mães é oferecer uma experiência que mistura história, fé e tempo junto. As igrejas barrocas ajudam a criar esse clima porque carregam detalhes que fazem a conversa render: quem construiu, quem pintou, o que foi preservado e por que aquilo ainda importa.

No fim, a viagem vale menos pela quantidade de lugares visitados e mais pelo que fica depois. Uma missa, uma praça antiga, um altar observado com calma e uma caminhada pelo centro podem se transformar em uma lembrança simples, mas difícil de esquecer:

  • Tempo compartilhado;

  • Cultura mineira de verdade;

  • História contada pelos próprios lugares;

  • Um presente que continua na memória.

Igor Souza

Igor Souza é fotógrafo, engenheiro civil e criador de conteúdo especializado em turismo, com olhar atento para os encantos de Minas Gerais. Une técnica e sensibilidade para retratar paisagens, construções históricas e experiências autênticas pelo interior mineiro. Além da atuação na engenharia, é apaixonado por contar histórias através de imagens e palavras, valorizando a cultura, a fé e a simplicidade de cada lugar.

Foto do autor da matéria Igor Souza, sorrindo, com os braços cruzados, blusa polo azul escuro e pare
Foto do autor da matéria Igor Souza, sorrindo, com os braços cruzados, blusa polo azul escuro e pare

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