Esqueça os presentes comuns: por que Monte Verde é o destino ideal para o Dia das Mães
O vento gélido e as lareiras aguardam por sua família. Planeje um feriado focado em gastronomia quente, vinhos finos e caminhadas revigorantes nas montanhas do sul mineiro
Escrito por:
Igor Souza
Publicado em:
06/05/2026
Esfriou, e a primeira ideia de muita gente é arrumar as malas para a serra. Se o foco é um presente de Dia das mães fora do comum, o sul de Minas Gerais respira o inverno. A região junta comida boa e caminhadas fáceis na medida para a família.
Como a caminhada na montanha anima o dia?
Acordar cedo com os termômetros lá embaixo pede um casaco grosso e vontade de bater perna. A vantagem é que você não precisa ser atleta para subir as partes altas. O ar puro da manhã já é um alívio enorme para quem vive no trânsito pesado.
A Trilha da Pedra Redonda tem uma subida com escadas, durando um quilômetro. Mas se a preferência for por terreno plano, o caminho do Pinheiro Velho fica logo na avenida principal. É só entrar e curtir o trajeto fácil:
Caminho de terra firme e bem batido;
Fuga rápida do barulho dos carros.
O que fazer para espantar o frio à tarde?
Quando passa do meio-dia, o fluxo de pessoas muda da terra para o asfalto. O centrinho vira o foco de quem quer tomar um chocolate quente ou comprar roupas pesadas. O comércio ferve e todo mundo acaba se esbarrando pelo meio da calçada.
E quem acha que patinação no gelo é só de filme precisa conhecer a pista que funciona ali há anos. O espaço recebe muita gente e sempre rende risadas. Se a ideia for fugir do agito, a Galeria Cristina Botallo oferece excelentes pausas:
Pista coberta com aluguel de patins;
Cafeterias quentes com mesas apertadas;
Lojas focadas em artesanato e lãs;
Ambiente fechado para proteger do vento.
A parada no bar de gelo garante as melhores fotos
Parece loucura sair da rua fria para entrar em um lugar mais gelado, mas vale a pena. O espaço mantém a temperatura baixíssima e tudo dentro dele é feito de gelo puro. Dos sofás aos copos das bebidas, nada escapa de ser congelado.
A visita dura pouco tempo por causa do frio extremo, mas rende o assunto do jantar. A equipe entrega casacos térmicos grossos na porta para ninguém passar aperto. É uma diversão rápida, super segura e diferente do roteiro normal de fim de semana.
Onde encontrar silêncio e contato com os animais?
Nem todo mundo gosta de rua lotada, e para essas mães o roteiro de natureza afastada funciona bem melhor. O Parque Oschin é o canto calmo para andar devagar no meio das árvores. O barulho de motor some e dá lugar ao som de folhas.
Agendar um piquenique isolado no Araukaria Brazil ou ver o voo das aves na Escola de Falcoaria muda a viagem. São programas com marcação prévia, mas que garantem um tempo incrível de descanso em família e muito contato animal:
Áreas gramadas para estender toalhas;
Aves de rapina soltas sob comando;
Isolamento total longe do comércio.


Centrinho de Monte Verde com floreiras coloridas, bancos, árvores e clima charmoso de montanha - Foto: Igor Souza


Centrinho de Monte Verde com flores coloridas, bancos, lojas charmosas e arquitetura de montanha - Foto: Igor Souza
As caminhadas com águas rasas baixam o estresse da cidade
Tem gente que só descansa de verdade quando escuta a água correndo solta entre as pedras. O roteiro das Corredeiras do Itapuá cumpre esse papel sem cobrar muito esforço. É um caminho batido que acompanha o Córrego do Cadete de ponta a ponta.
Andar sentindo o cheiro de mato molhado é o verdadeiro descanso que o feriado pede. A caminhada é plana e não força o joelho da família. É muito indicada para limpar a mente e focar totalmente no momento atual da viagem, escutando a natureza.
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Como o artesanato encerra bem o domingo antes da estrada?
Para quem gosta de levar lembranças, o domingo pede uma volta nos ateliês escondidos nas ruas de terra. O Unger’s Pottery é um lugar que mistura jardim e arte a céu aberto, lotado de peças de cerâmica. O ambiente é ótimo para caminhar sem compromisso.
Os objetos ficam espalhados pelo gramado, e você descobre as obras aos poucos. Comprar um vaso ou um enfeite ali vira a cereja do bolo de uma viagem cheia de boas histórias. Essa pausa encerra o roteiro de maneira bem leve antes de ir embora:
Cerâmicas expostas livremente pelo gramado;
Ambiente de muita paz e silêncio;
Compras exclusivas fora da rua cheia;
Contato direto com artistas da região;
Jardim amplo para caminhar sem pressa.
Igor Souza
Igor Souza é fotógrafo, engenheiro civil e criador de conteúdo especializado em turismo, com olhar atento para os encantos de Minas Gerais. Une técnica e sensibilidade para retratar paisagens, construções históricas e experiências autênticas pelo interior mineiro. Além da atuação na engenharia, é apaixonado por contar histórias através de imagens e palavras, valorizando a cultura, a fé e a simplicidade de cada lugar.


