Feriado de abril: 3 rotas de carro em Minas para fugir do trânsito e da lotação
Quer fugir do trânsito e das filas no feriado? Descobrimos 3 rotas infalíveis por cidades mineiras com montanhas, comida boa e sossego garantido
Escrito por:
Igor Souza
Publicado em:
01/04/2026
Pegar a rodovia travada no feriado de abril é a receita certa para começar a folga de mau humor. Se você quer ver montanha e comer bem sem disputar mesa, Minas guarda rotas de carro vazias. O segredo é fugir do asfalto cheio e descobrir cidades pacatas.
Por que Santa Bárbara é o melhor plano para evitar filas?
Muita gente só conhece a placa na rodovia indicando a entrada do Caraça, mas o centro da cidade merece ser visitado com muita calma. As ruas de pedra são largas e o casario antigo é bem conservado, o que permite caminhar sem esbarrar em grupos de excursão nas calçadas.
O ritmo ali é ditado pelo sino da matriz e pelas conversas dos moradores nos bancos da praça. Você consegue entrar nas construções pesadas e observar os detalhes das pinturas no teto sem nenhum guia apressando o seu passo ou turistas bloqueando as portas principais.
Catas Altas entrega o visual de serra mais impressionante da região?
Essa vila fica logo depois de Santa Bárbara e entrega uma vista imponente do estado, com o paredão de pedra gigante colado nas casas. O vilarejo mantém vielas estreitas e uma paz real que não cobra preços absurdos na hora de você pedir o prato do almoço.
O esquema é sentar na praça no fim da tarde e ver o sol sumir tomando uma bebida gelada. Como a cidade é muito pequena, você faz tudo a pé e consegue comprar coisas baratas direto dos moradores nos seguintes pontos:
pequenas feiras montadas na rua de baixo;
portas de garagens que vendem vinho de jabuticaba;
janelas de casas oferecendo queijo curado na tábua.
Datas garante um frio pesado e silêncio no topo da montanha
Situada no alto da serra perto de Diamantina, a cidadezinha esfria para valer e afasta aquela galera que procura festa com som alto na rua. O lugar é famoso pela roça de frutas de clima frio e o ar de altitude limpa o pulmão de quem está exausto de respirar fumaça de caminhão.
A vantagem real de ficar por aqui é dormir no escuro total e acordar sentindo apenas o cheiro do mato molhado. O formato de viagem caseiro exige que o motorista guarde a chave do automóvel e bata perna nas ruas vazias sem nenhuma pressa de voltar para o hotel.


Casa colonial em Santa Bárbara com janelas azuis, telhado de barro e jardim florido em primeiro plano - Foto: Igor Souza


Igreja Matriz e coreto na praça de Datas MG, com arquitetura colonial, palmeiras e cores marcantes - Foto: Igor Souza
Como planejar as rotas de carro em Minas sem estresse?
A chave para evitar o trânsito parado no feriado de abril é sair de casa nos horários em que a grande massa de viajantes ainda dorme. Dê preferência para as rodovias secundárias que, apesar de mais lentas, entregam um trajeto com menos disputa de espaço perigoso.
Garantir a mecânica em dia é o básico, mas ter o caminho baixado no celular salva a viagem quando o sinal de operadora some nas baixadas. Para evitar dor de cabeça nas subidas de serra, jogue no porta-malas do seu veículo os seguintes itens básicos:
garrafas de água mineral em tamanho grande;
dinheiro vivo em notas baixas para pagar lanches;
blusas de frio reforçadas para o fim do dia;
mapa de papel impresso para usar como garantia final.
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A comida servida na beira da pista compensa todo o cansaço.
Nenhum passeio pelo interior funciona de verdade se você não encostar o carro nas biroscas simples para forrar o estômago com refeições pesadas. O tempero nessas paradas de rodovia é bruto, sem a enganação de pratos com nomes difíceis que cobram caro e deixam todo mundo com fome.
O macete certo é passar reto pelas lanchonetes muito iluminadas e caçar os galpões que reúnem trabalhadores conversando alto na porta. Nessas vendas antigas, você consegue encher a barriga sem afundar a conta bancária, focando em pedir os seguintes pratos caipiras:
travessas fundas cheias de frango feito na hora;
costelinha de porco mergulhada na banha quente;
grandes porções de angu mole derretido no prato;
pedaços grossos de queijo minas com café coado.
Igor Souza
Igor Souza é fotógrafo, engenheiro civil e criador de conteúdo especializado em turismo, com olhar atento para os encantos de Minas Gerais. Une técnica e sensibilidade para retratar paisagens, construções históricas e experiências autênticas pelo interior mineiro. Além da atuação na engenharia, é apaixonado por contar histórias através de imagens e palavras, valorizando a cultura, a fé e a simplicidade de cada lugar.


