Paisagens de tirar o fôlego e preços acessíveis: por que este destino é perfeito para o próximo feriado

Quer fugir da cidade gastando muito pouco no feriado? Entenda como curtir águas geladas, caminhadas pesadas e muita paz a poucas horas do asfalto quente

Escrito por:
Igor Souza

Publicado em:
13/04/2026

Quando o orçamento aperta e a necessidade de sumir da cidade fala mais alto, achar um lugar viável financeiramente parece uma tarefa impossível. A Lapinha da Serra resolve esse problema entregando montanhas gigantes e banhos de rio muito gelados sem esvaziar a sua conta bancária. É o destino certo para colocar o pé na terra, respirar mato e esquecer as contas no próximo feriado sem dor de cabeça.

Por que a represa dita o ritmo do vilarejo?

Logo na chegada, a Represa da Lapinha da Serra domina a vista e mostra que a água é o foco absoluto do passeio. O lago imenso virou o cartão-postal mais famoso da região, sendo o lugar onde a maioria dos viajantes passa as tardes conversando na margem. É o melhor ponto para quem quer deitar na canga e não fazer esforço algum debaixo do sol forte.

Como a área é muito frequentada e fácil de acessar a pé a partir do centrinho, a estrutura do entorno atende bem quem procura diversão rápida. Além de render fotos ótimas com a serra no fundo, a represa entrega opções muito dinâmicas para gastar o tempo livre na água:

  • Aluguel de pranchas e barcos a remo direto com os moradores locais na beira do lago.

  • Banhos rápidos e seguros nas partes mais rasas para quem viaja com crianças menores.

  • Passeios curtos de barco a motor para cruzar a água sem cansar as pernas caminhando.

Quais as quedas de água mais famosas para lavar a alma?

Se a intenção principal é tomar um banho de rio pesado, a Cachoeira do Bicame é o destino que não pode faltar na sua programação. Ela é uma das quedas mais fortes da Lapinha e atrai muita gente por causa do poço gigante, excelente para nadar à vontade. A visitação exige um controle na portaria e limite de pessoas, então vale a pena madrugar para garantir a entrada.

Outra parada que levanta qualquer um do cansaço é a Cachoeira do Lajeado, que mistura uma queda de quarenta metros com um trajeto de terra muito dinâmico. O acesso agrada perfis diferentes de viajantes, pois você tem maneiras variadas de alcançar a margem e aproveitar a água da montanha:

  • Caminhada direta pela terra firme durando cerca de uma hora.

  • Aluguel de bicicleta para ir pedalando forte pelas vias de cascalho.

  • Travessia de barco por dentro do lago para cortar caminho no trajeto.

  • Mergulho rápido logo após descer a trilha para abaixar a temperatura.

Paisagem de Lapinha da Serra com lago calmo, montanhas rochosas e reflexo da serra na água
Paisagem de Lapinha da Serra com lago calmo, montanhas rochosas e reflexo da serra na água

Paisagem de Lapinha da Serra com lago calmo, montanhas rochosas e reflexo da serra na água - Foto: @PraOndeVou

O esforço nas rotas de terra cobra um preço físico alto

Bater perna morro acima é a melhor forma de entender o tamanho real e a altura dos paredões dessa região mineira. O Pico da Lapinha cobra um preço pesado do seu preparo físico, mas a visão ampla lá do alto compensa totalmente as dores musculares. A subida é monitorada e exige fôlego grosso, servindo como um mirante natural impressionante para ver a vila pequena lá embaixo.

Para quem tem mais dias de folga e preparo físico sobrando, a Travessia Lapinha x Tabuleiro é a grande prova de resistência local. Considerada uma das rotas de caminhada longa mais tradicionais do estado, o percurso cruza os paredões de pedra e exige que você durma no mato. É um trajeto bruto, recomendado unicamente para quem já tem intimidade com mochilas pesadas e sol no rosto.

Montanhas de Lapinha da Serra ao entardecer, com campo aberto, lagoa rasa e paisagem rochosa
Montanhas de Lapinha da Serra ao entardecer, com campo aberto, lagoa rasa e paisagem rochosa

Montanhas de Lapinha da Serra ao entardecer, com campo aberto, lagoa rasa e paisagem rochosa - Foto: @PraOndeVou

Como escapar da multidão nos dias de feriado cheio?

Feriado nacional costuma lotar os poços principais, forçando quem busca paz e silêncio a procurar esconderijos muito além do centrinho. O Poço do Soberbo cumpre bem essa função de isolamento, entregando uma caminhada mais longa, demorada e difícil. O chão de terra castiga, mas garante uma recompensa vazia e com água espelhando o céu para quem encara o calor.

Para fugir do tumulto e ter paz de verdade, a Cachoeira do Rapel também é uma ótima saída, juntando uma queda muito alta com vista privilegiada para a lagoa. A Cachoeira Paraíso entra na mesma rota de caminhada média, exigindo pernas fortes e atenção redobrada com as regras de uso estabelecidas pelo povoado:

  • O mergulho é totalmente proibido na área, pois a água serve para abastecer as torneiras das casas da vila.

  • A parada serve estritamente para molhar o rosto, descansar as pernas e matar a sede antes de voltar a andar.

O barulho dos tambores e festas altera as madrugadas

O silêncio absoluto da montanha desaparece totalmente quando as comemorações da comunidade tomam conta da via de paralelepípedo. O foco na natureza cede lugar para a cultura bruta de rua, especialmente durante as datas do calendário local. O Batuque da Lapinha é uma manifestação folclórica de peso que junta moradores e turistas na calçada, embalando a noite com um som alto.

Em janeiro, a Festa de São Sebastião também muda a cara pacata do povoado, trazendo procissões de fiéis e barracas de lanche caseiro para a porta da capela. Quem coloca o pé na estrada nessas épocas precisa ir sabendo que o sossego acaba e a bagunça sadia domina a praça. É a chance exata de comer pratos fortes e presenciar o vilarejo pulsando com energia máxima.

+ Leia também: Pequena cidade surpreende ao abrigar a nascente de um dos rios mais importantes do país

O que jogar na mala para não sofrer nas ladeiras?

Andar no meio da serra sem os itens de proteção corretos é pedir para passar nervoso e estragar o feriado logo no primeiro dia de folga. O comércio de rua resolve o básico, mas não conte com a sorte no meio de um trajeto longo longe das casas e sem sinal. A tática é tratar a sua mochila como um pacote de sobrevivência para passar o dia inteiro torrando ao ar livre.

Na hora de fechar o zíper, elimine roupas pesadas que grudam no suor e sapatos apertados que machucam o calcanhar. Para garantir que a viagem econômica não termine com uma dor de cabeça forte ou problemas de pele por causa do clima local, junte estes quatro itens sem pensar duas vezes:

  • Dinheiro de papel no fundo do bolso para comprar água, já que o sinal da maquininha cai toda hora na roça.

  • Garrafa de água imensa para aguentar as ladeiras expostas ao sol do meio-dia sem passar mal.

  • Filtro solar denso passado nos braços e na nuca, onde as mochilas não cobrem a pele na caminhada.

  • Sacolas plásticas sobrando para recolher suas embalagens vazias e trazer de volta para as lixeiras da vila.

Casa simples em Lapinha da Serra, com janelas azuis, telhado de barro e paisagem rural ao fundo
Casa simples em Lapinha da Serra, com janelas azuis, telhado de barro e paisagem rural ao fundo

Casa simples em Lapinha da Serra, com janelas azuis, telhado de barro e paisagem rural ao fundo - Foto: @PraOndeVou

Igor Souza

Igor Souza é fotógrafo, engenheiro civil e criador de conteúdo especializado em turismo, com olhar atento para os encantos de Minas Gerais. Une técnica e sensibilidade para retratar paisagens, construções históricas e experiências autênticas pelo interior mineiro. Além da atuação na engenharia, é apaixonado por contar histórias através de imagens e palavras, valorizando a cultura, a fé e a simplicidade de cada lugar.

Foto do autor da matéria Igor Souza, sorrindo, com os braços cruzados, blusa polo azul escuro e pare
Foto do autor da matéria Igor Souza, sorrindo, com os braços cruzados, blusa polo azul escuro e pare

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