Parece a Toscana, mas é Minas: o roteiro de vinhos e queijos artesanais aos pés da serra
Entre vinho de jabuticaba, queijo artesanal, igrejas e serra, este roteiro em Minas reúne história, banho e paisagens que valem o clique
Escrito por:
Igor Souza
Publicado em:
14/05/2026
Nem todo roteiro marcante em Minas depende de cidade grande ou agenda lotada. Aqui, a viagem funciona pela soma entre vinho de jabuticaba, Queijo Minas Artesanal, igrejas antigas e paisagens da Serra do Caraça. É um recorte forte do turismo em Minas Gerais para quem gosta de caminhar, provar e observar com calma.
Por que esse roteiro mistura vinho, queijo e serra?
A combinação não é inventada. O município é oficialmente ligado ao vinho de jabuticaba, celebrado em festa própria, e também integra a região reconhecida do Queijo Minas Artesanal Entre Serras da Piedade ao Caraça.
Essa base ajuda a explicar por que a viagem rende tanto:
tradição do vinho de jabuticaba;
presença regional do queijo artesanal;
paisagem serrana acompanhando o percurso.
O centro histórico entrega o tom da viagem
A parte urbana resume bem a identidade local. O Núcleo Histórico é tratado como um dos cartões de visita da cidade, e nele estão a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição e a Igreja Nossa Senhora do Rosário, cujos primeiros registros datam de 1739.
Para começar pelo essencial, a caminhada pode seguir assim:
Núcleo Histórico;
Igreja Matriz;
Igreja do Rosário;
Bicame de Pedras.
O que muda quando o passeio sai do casario e entra na serra?
Muda o ritmo e muda a escala. O Santuário do Caraça reúne patrimônio religioso e natureza no mesmo complexo, com a Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens, apresentada pelo próprio santuário como a primeira igreja neogótica do Brasil.
Além da igreja, o conjunto inclui trilhas para cachoeiras, tanques, piscinas naturais, grutas e picos. Isso faz o roteiro sair do campo urbano e ganhar um segundo fôlego sem perder o peso histórico.
Vale, prainha e chapada ampliam o roteiro
Na parte natural, três nomes ajudam a variar o passeio. O Vale das Borboletas tem riacho de águas límpidas e poços naturais, com visita apenas com condutor local. A Prainha tem areia fina, águas rasas e acesso fácil. Já a Chapada do Canga se destaca pela vegetação e pela vista ampla da serra.
Para um recorte mais leve, estes pontos funcionam bem juntos:
Vale das Borboletas;
Prainha;
Chapada do Canga.
O que existe além do centrinho mais fotografado?
Existe um patrimônio de pedra que sustenta a memória do lugar. O Bicame de Pedras segue entre as imagens mais lembradas, e o conjunto protegido do município mostra que a leitura da viagem não depende só das fachadas mais conhecidas.
Quando o visitante anda sem pressa, percebe melhor essa continuidade entre ruas, muros, igrejas e estruturas antigas. É isso que dá densidade ao passeio e fortalece esse destino no turismo em Minas Gerais.


Casario colonial de Catas Altas MG com jardins floridos, serra ao fundo e nuvens baixas nas montanhas - Foto: Igor Souza


Casarão colonial preservado com janelas azuis e portas amarelas em Morro d’Água Quente MG - Foto: Igor Souza
Como o distrito vizinho ajuda a entender o passado do ouro?
Morro d’Água Quente amplia a viagem com uma camada histórica muito concreta. Fontes oficiais citam no povoado construções feitas por escravos, muros de pedra e a Capela do Senhor do Bonfim.
Nesse trecho, vale prestar atenção principalmente em:
capela histórica;
muros de pedra;
ruínas de moinhos;
caixas d’água antigas;
caminhos do povoado.
+ Leia também: O cenário que você precisa visitar pelo menos uma vez na vida
Vale colocar os picos no mesmo roteiro?
Para quem gosta de trilha, vale sim. O Pico do Sol é apontado como o ponto mais alto da Cadeia do Espinhaço, com 2.073 metros, e exige guia credenciado no Caraça. O Pico dos Horizontes aparece no portal turístico do estado como um lugar de beleza rara.
No fim, é um roteiro que cresce quando mistura camadas diferentes da mesma viagem:
centro histórico;
vinho e queijo;
distrito antigo;
áreas de banho;
picos e mirantes.
Igor Souza
Igor Souza é fotógrafo, engenheiro civil e criador de conteúdo especializado em turismo, com olhar atento para os encantos de Minas Gerais. Une técnica e sensibilidade para retratar paisagens, construções históricas e experiências autênticas pelo interior mineiro. Além da atuação na engenharia, é apaixonado por contar histórias através de imagens e palavras, valorizando a cultura, a fé e a simplicidade de cada lugar.


