Viagem de um dia: 4 cidades perto de BH para ir e voltar no feriado sem pisar em hotel

Esqueça o incômodo de fazer malas e reservar quartos caros neste feriado. Pegue o carro e faça bate e voltas práticos em municípios vizinhos no mesmo dia

Escrito por:
Igor Souza

Publicado em:
17/04/2026

No feriado prolongado de Tiradentes, nem sempre é preciso enfrentar rodoviária cheia, arrumar malas ou gastar com hospedagem para aproveitar bem os dias de folga. Para quem está em Belo Horizonte, um bate e volta bem planejado pode ser a solução perfeita: cidades próximas reúnem paisagens bonitas, boa comida e passeios que cabem em um único dia, permitindo curtir o feriado com praticidade, economia e a tranquilidade de voltar para casa sem precisar pisar em hotel.

A logística do bate e volta exige atenção na estrada

Sair cedo de Belo Horizonte garante pistas vazias e aproveitamento da luz natural. Quem decide enfrentar a rota rodoviária sem reservar quartos precisa montar uma base de apoio dentro do veículo para evitar imprevistos.

A falta de cama fixa no destino significa que o descanso acontecerá no banco do carona no retorno. Para garantir uma viagem sem estresse, separe um espaço no porta-malas para abrigar estes itens:

  • Água potável em garrafas térmicas para driblar o calor interno.

  • Roupas secas extras caso o percurso envolva quedas d'água.

  • Dinheiro em espécie, já que o sinal de cartão sempre falha nas serras.

Vale a pena fazer o trajeto rápido até Itabirito?

Separada por cinquenta quilômetros da zona sul da capital, a cidade atrai quem gosta de pastéis de milho. O percurso pela BR-356 flui rapidamente, entregando o motorista no centro antes do fim da manhã.

A força local reside na produção gastronômica concentrada às margens do asfalto, o que facilita o acesso de quem detesta procurar vagas nas ruas estreitas. É possível estacionar o carro com facilidade perto das barracas, comer de forma farta e levar para casa iguarias autênticas como:

  • Goiabada cascão em barra produzida nos quintais da região.

  • Queijos curados em tábuas de madeira pelos sitiantes locais.

  • Garrafas de cachaças envelhecidas em tonéis de carvalho.

  • Doces de leite puros cortados em quadrados grossos.

Praça arborizada em Itabirito, MG, com canteiro de flores vermelhas, bancos e museu ferroviário
Praça arborizada em Itabirito, MG, com canteiro de flores vermelhas, bancos e museu ferroviário

Praça arborizada em Itabirito, MG, com canteiro de flores vermelhas, bancos e museu ferroviário - Foto: Igor Souza

A arquitetura de Congonhas impressiona logo na chegada

A viagem pela rodovia BR-040 joga o motorista diretamente aos pés dos doze profetas esculpidos por Aleijadinho no passado. A visitação rápida ao adro da Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos consome apenas algumas horas, deixando a programação do almoço liberada.

A vantagem comercial de explorar esse conjunto histórico é a concentração do acervo em um único morro pavimentado, dispensando longas caminhadas pela área urbana. O circuito é altamente visual, permitindo que o visitante cumpra o roteiro sem desgaste passando obrigatoriamente pelas seguintes paradas:

  • Seis capelas brancas que guardam as esculturas em tamanho real.

  • Escadaria de pedra maciça que sustenta a frente da igreja.

  • Prédio redondo das Romarias, que antigamente abrigava os viajantes.

Esculturas em pedra e fachada histórica do Santuário do Bom Jesus, em Congonhas
Esculturas em pedra e fachada histórica do Santuário do Bom Jesus, em Congonhas

Esculturas em pedra e fachada histórica do Santuário do Bom Jesus, em Congonhas/MG - Foto: Igor Souza

Mariana entrega um roteiro histórico em poucas horas?

Sim, a praça principal divide as igrejas, organizando a vida de quem recusa perder tempo consultando mapas no aparelho. O trajeto a partir de Belo Horizonte passa por estradas curvas, mas a topografia plana do centro colonial alivia o esforço físico.

Comer de forma pesada e andar pelas calçadas retas são as únicas tarefas reais para quem visita a primeira vila do estado em uma passagem expressa. O desenho das vias permite olhar o pelourinho de pedra, devorar pratos carregados de alho e lombo suíno, e retornar para casa sem pressa.

O que justifica dirigir até as cachoeiras de Rio Acima?

O município detém um volume enorme de quedas d'água naturais acessíveis através de estradas de terra com piso batido. A curta distância da metrópole atrai motoristas que preferem trocar o calor da calçada pelo choque térmico imediato dos rios que cortam a vegetação espessa da serra.

A dificuldade das trilhas varia bastante na região, forçando o visitante a escolher o mergulho baseando-se no limite do próprio corpo. Quem tranca a casa apenas com o objetivo de lavar o rosto nas nascentes frias costuma estacionar o veículo debaixo das árvores e focar nestes pontos:

  • Cachoeira do Viana, conhecida pelo acesso plano e poço muito raso.

  • Cachoeira de Santo Antônio, com grande volume e acesso acidentado.

Onde encontrar refeições pesadas fora da rota principal?

Rodar o dia no asfalto drena a energia, exigindo paradas para encher o estômago. As estradas estaduais escondem restaurantes de beira de pista que fornecem panelas pesadas com comida tropeira, sem cobrar preços de estabelecimentos caros.

A técnica antiga para não errar o local do almoço é reparar na fila de caminhões de carga desligados na porta do comércio. Esses viajantes frequentes mapeiam pontos que garantem pratos fartos, baratos e preparados no mesmo dia, priorizando locais que mantêm sempre aquecidos:

  • Arroz bem solto misturado com pedaços de suã de porco.

  • Feijão engrossado no fogo contendo pedaços de pele suína.

  • Quiabo picado fino, refogado sem baba e servido com angu duro.

  • Carnes cozidas em fogo baixo que desfiam encostando a colher.

+ Leia também: Pequena cidade surpreende ao abrigar a nascente de um dos rios mais importantes do país

O trânsito de retorno altera a dinâmica da viagem?

O volume de carros voltando no fim de tarde trava os acessos perto dos pedágios. Quem escolhe essas cidades perto de BH precisa olhar o relógio e iniciar o retorno no instante em que o sol começa a baixar.

A estratégia de almoçar e ir embora imediatamente anula a dor de cabeça de ficar preso atrás de caminhões lentos. Adotando essa prática, o viajante estaciona na garagem com o céu claro e encerra o fim de semana livre de frustrações.

Praça Minas Gerais em Mariana, MG, com pelourinho ao centro e igrejas históricas em lados opostos
Praça Minas Gerais em Mariana, MG, com pelourinho ao centro e igrejas históricas em lados opostos

Praça Minas Gerais em Mariana, MG, com pelourinho ao centro e igrejas históricas em lados opostos - Foto: Igor Souza

Igor Souza

Igor Souza é fotógrafo, engenheiro civil e criador de conteúdo especializado em turismo, com olhar atento para os encantos de Minas Gerais. Une técnica e sensibilidade para retratar paisagens, construções históricas e experiências autênticas pelo interior mineiro. Além da atuação na engenharia, é apaixonado por contar histórias através de imagens e palavras, valorizando a cultura, a fé e a simplicidade de cada lugar.

Foto do autor da matéria Igor Souza, sorrindo, com os braços cruzados, blusa polo azul escuro e pare
Foto do autor da matéria Igor Souza, sorrindo, com os braços cruzados, blusa polo azul escuro e pare

Posts que você pode gostar