Viagem econômica em Minas: dicas essenciais para uma aventura inesquecível perto da capital
Descubra um destino a poucos minutos da capital mineira que guarda tesouros do período do ouro e oferece um roteiro barato de verdade. Conheça o lado raiz da história sem precisar esvaziar o seu bolso no final de semana
Escrito por:
Igor Souza
Publicado em:
08/04/2026
Fazer uma viagem econômica em Minas não significa abrir mão de ver lugares bacanas ou passar horas cansativas no trânsito. Bem na beirada de Belo Horizonte, existe uma cidade histórica perto de BH que entrega uma experiência completa sem pesar no bolso. Sabará guarda muita história nas ruas antigas e prova que o passeio de qualidade pode ser acessível para todas as pessoas.
Por que essa cidade histórica perto de BH é um roteiro inteligente?
O trunfo principal desse destino é justamente a distância mínima da capital, o que derruba os gastos logo de cara. Você gasta muito pouco combustível para chegar ou pode ir de ônibus interurbano pagando tarifa comum. Isso permite fazer um bate-volta bem tranquilo, aproveitando o dia todo sem a preocupação de pagar uma hospedagem cara só para passar uma noite fora de casa.
Chegando no centro antigo, a dinâmica muda e você faz quase tudo a pé, andando por ruas de pedra cheias de casarões. O ritmo do lugar é outro, bem devagar, e muita coisa legal está concentrada em poucas quadras. É um passeio que flui fácil, onde você vai descobrindo os espaços e percebe que gastou quase nada, esbarrando em coisas como:
Igrejas da época do ouro abertas para visitação na maior parte do dia.
Ruas irregulares que rendem fotos bacanas sem pagar ingresso de entrada.
Moradores que sempre param na calçada para trocar um dedo de prosa.
Prédios antigos que hoje funcionam como espaços culturais gratuitos ou baratos.


Chafariz histórico azul e branco em Sabará, Minas Gerais, diante de muro de pedra e casas ao fundo - Foto: Igor Souza
Como aproveitar os museus e as igrejas pagando quase nada?
Grande parte das atrações que contam o passado da região tem entrada de graça ou cobra um valor simbólico que não machuca o orçamento. O Museu do Ouro é um exemplo claro disso, funcionando num casarão grande que antigamente era a casa de fundição do minério. Lá dentro, você entende na prática como a riqueza circulava por aqui no passado, sem precisar de guias.
Outra parada que não cobra ingresso e impressiona quem passa pela rua principal é a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. A obra parou na metade, deixando as grossas paredes expostas ao ar livre com uma capela menor funcionando lá dentro. Você pode circular por todo o espaço e reparar nos detalhes da construção antiga, com vantagens como:
Entrada totalmente livre para conhecer as ruínas da obra de pedra inacabada.
A chance de ver de perto como os trabalhadores subiam as paredes antigamente.
Um espaço amplo bem no meio do centro histórico para sentar e descansar a perna.


Fachada da Igreja Matriz de Sabará, em Minas Gerais, com paredes brancas, detalhes vermelhos e porta azul - Foto: Igor Souza
A comida local garante pratos muito fartos por um preço justo
Quando a fome bater forte, a dica certeira é fugir dos lugares voltados apenas para turistas e procurar os botecos mais antigos. Perto das praças centrais, você acha vários bares simples que servem comida de verdade, daquelas feitas em fogão de lenha com tempero caseiro. A estrela costuma ser o prato de frango com ora-pro-nóbis, que alimenta bem e tem um preço excelente.
Se você quiser segurar mais ainda o dinheiro, as barraquinhas espalhadas pelas ruas nos finais de semana resolvem o problema rápido. O pastel de feira montado na hora é um clássico que sustenta bastante enquanto você bate perna de um lado para o outro. Além disso, sempre tem gente vendendo doces e licores de jabuticaba fresquinhos por valores que valem muito a pena para levar.
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Qual é a melhor estratégia para fazer o dinheiro render mais?
O segredo para não ter surpresas na conta é se organizar para chegar cedo, de preferência no sábado ou domingo logo de manhã. Assim, você acha os pontos de interesse abertos e consegue visitar as paradas principais antes de sentar para o almoço. Leve uma garrafa de água na mochila para encher nas bicas públicas e use o tênis mais confortável que tiver no armário.
Como os caminhos são morro acima e calçados com pedras bem irregulares, um calçado ruim acaba com a sua disposição na primeira hora. Não precisa de um cronograma engessado, basta ter fôlego para andar e perguntar as coisas para o pessoal na rua. E para garantir que a sua rota seja tranquila e sem perrengues com dinheiro, adote algumas práticas fundamentais como:
Conferir os horários certos de funcionamento dos museus antes de sair de casa.
Levar um dinheiro trocado na carteira para pagar lanches rápidos nas barraquinhas.
Pegar o ônibus interurbano na rodoviária ou dividir a gasolina com o seu grupo.
Evitar a época do festival da fruta local se o foco principal for economizar muito.
Perguntar diretamente aos comerciantes locais onde eles costumam almoçar barato.


Ruínas da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, em Sabará, MG, com fachada de pedra - Foto: Igor Souza
Igor Souza
Igor Souza é fotógrafo, engenheiro civil e criador de conteúdo especializado em turismo, com olhar atento para os encantos de Minas Gerais. Une técnica e sensibilidade para retratar paisagens, construções históricas e experiências autênticas pelo interior mineiro. Além da atuação na engenharia, é apaixonado por contar histórias através de imagens e palavras, valorizando a cultura, a fé e a simplicidade de cada lugar.


